Relatório Final Morada 2012

   

     

    

   Relatório do Projeto Morada de Barro / 2012. Praia Mansa. Ilhabela / SP

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Qual morada de terra para o amanhã em Ilhabela ?

Quel habitat en terre pour demain sur Ilhabela, Brésil ?

Dissertação Alain Briatte Mantchev. CRAterre/ENSAG/França DSA 2008/2010

Resumo: As áreas afastadas dos centros urbanos na região da Serra do Mar apresentam-se em ótimo estado de conservação ambiental e são lugares de redutos caiçaras. A expansão das cidades, a especulação imobiliária e o turismo sem planejamento ameaçam estes locais de paisagem exuberante.

AVISO – A consulta a este documento fica condicionada na aceitação das seguintes condições de uso:
Este trabalho é somente para uso privado de atividades de pesquisa e ensino. Não é autorizada sua reprodução para quaisquer fins lucrativos. Esta reserva de direitos abrange a todos os dados do documento bem como seu conteúdo. Na utilização ou citação de partes do documento é obrigatório mencionar nome da pessoa autora do trabalho.

As unidades de conservação e as diversas leis de proteção ambiental têm um papel importante na preservação, porém, atualmente, a discussão de ocupação nestes locais acontece essencialmente na escala do planejamento. A legislação atual indica as diretrizes de melhoramento das habitações e da ocupação valorizando o saber caiçara, onde a arquitetura de terra é presente na cultura construtiva.

A evolução da arquitetura no decorrer da história está relacionada com a paisagem e os materiais locais desenvolvendo soluções adaptadas ao clima e a cultura. A colonização portuguesa impôs uma arquitetura européia que com o passar dos séculos produziu soluções adaptadas ao brasileiro, onde a arquitetura caiçara faz parte deste processo evolutivo, e deve ser incentivada e melhorada dentro de um processo de continuum cultural e de pesquisas de tecnologias apropriadas.

O trabalho procura compreender como a arquitetura de terra caiçara responde à um dos climas mais úmidos e chuvosos do mundo. Sua relação com a paisagem é abordada no eixo geologia – arquitetura e são apresentados dados que argumentam como a arquitetura de terra é adaptada ao contexto das áreas protegidas e aos locais de difícil acesso, discutindo também a qualidade arquitetural e qualidade estética, além do papel social que pode desempenhar.

A pesquisa é concentrada no contexto insular do arquipélago de Ilhabela onde são reunidos dados
humanos e técnicos a fim de alimentar a reflexão sobre qual arquitetura deve ser produzida no
contexto da Mata Atlântica e da Serra do Mar.

            Memoire CRAterre – Alain Briatte Mantchev | francês

4 comentários
  1. Ricardo Piva disse:

    Oi Alain, eu tambem trabalho com pau-a-pique, sou associado do Pro Terra e moro em Sao Jose dos Campos.
    Vamos entrar em contato.

  2. henrique cunha disse:

    boa sorte e que a forca maior te ilumine a cada dia mais.belo trabalho e nao comercial.

  3. paloma Ian disse:

    gostaria de saber se o bambu e a melhor opção para o pau a pique e se tem outra opção qual seria …gratidão…Ian Felipe/ paloma baldi – serra do Caparaó -es

    • Olá Paloma!
      O Bambu é uma opção, mas vc pode fazer a trama com outros materiais tbm. Nas construções coloniais usava-se a ripa da palmeira de pati ou juçara. O importante é que trama seja firme para receber a terra. Atualmente alguns construtores utilizam ripas ou malhas de aço.

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