Aldeia de Koçovo | Rodopie | Bulgaria – caderno de viagem

A aldeia de Koçovo localiza-se no sul da Bulgária, na cadeia de montanhas de Rodopie que divide o país com a Grécia, Macedônia e Turquia. Possui clima mediterrâneo, verões temperados e invernos rigorosos. Uma das peculiaridades do clima são os numerosos dias de céu azul no rigoroso inverno, proporcionando uma bela paisagem entre o contraste da neve e do céu.

A região é sísmica, o que confere uma arquitetura peculiar, com uma carpintaria elaborada observada em toda a Bulgária e Macedônia.

A Bulgária ao longo da história sofreu muita influência do Ocidente e do Oriente por ser rota obrigatória para a Índia, Turquia e toda a Ásia. Estas influências são percebidas em sua arquitetura.

Ao observar a paisagem no vale de Koçovo, podemos ver como a arquitetura se adaptou no decorrer das gerações.

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Os arquitetos Alain (2009 e 2010) e Ligia (2010) viveram uma experiência no verão Europeu, no sítio Rahovitza – www.rahovitza.org – de Varvara Valtchanova e Markus Laubscher e observaram diversas características da arquitetura vernacular da região.

As construções são elevadas do chão sob uma base de pedra e argamassa de barro com uma cinta de madeira a cada 1,5m de altura. Neste porão eram abrigados os animais no inverno pois o calor por eles produzido aquecia o piso superior onde fica a habitação principal.

A parte superior possui as faces sul e leste construídas em taipa de-mão com espessura de 25 cm que capta o calor do dia e o transmite a noite através da inércia térmica do material terra. As paredes norte e oeste são mais largas, 50 cm, construídas em pedra para garantir um melhor isolamento. O forro é espesso e plano constituído por vigas de madeira preenchidas com terra e palha.

O telhado composto por telhas de pedra possui uma característica remarcável observada na maioria das construções. A simetria da cobertura sobre as portas de entrada é provavelmente uma estratégia para que em caso de terremoto as peças de cobertura não caiam sobre os habitantes  nas rotas de fuga (Milo Hofman, 2010).

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